segunda-feira, 14 de outubro de 2013

#Partiu SC...

Os dias se arrastaram lentamente, enquanto minha ansiedade alcançava a velocidade da luz.
Aniversários de amigos, reencontros com os amigos de SP, aniversário do pai, happy hours, sessões de filmes com os amigos, conversas e mais conversas sobre minha estadia no exterior...
Notei em certas reuniões de família e conhecidos que quando me perguntavam e eu respondia sobre como é a vida no exterior e minhas experiências por la, outros torciam o nariz, reviravam os olhos, saiam de perto e balbuciavam palavras baixinho para que eu não as escutasse.

Cliffs of Moher - Irlanda (foto by Du Paiva)
Nunca me gabei ou me senti melhor que ninguém indo para Dublin. É uma experiência marcante e
divina que levarei comigo pelo resto da vida e quando sou questionado sobre, gosto de responder e mostrar minha visão sobre o que passei. Mas enfim, notei muita coisa e então, resolvi me calar e não falar mais sobre lá. As memórias estão eternamente comigo e estão presentes no meu dia-a-dia; Me sinto bem "apenas" com isso.

Segunda-feira, 05 de Agosto de 2013.
Havia chegado a hora de decidir de vez. Conferi o preço das passagens pela internet e decidi: No dia 08 de Agosto ás 09 horas da manha, eu estaria embarcando de vez para Santa Catarina. Como havia muita coisa para eu levar, preferi enfrentar longas 11 horas de ônibus para chegar até lá. Com o excesso de bagagem para ir de avião, não valeria a pena.
Conversei com minha tia e pedi para que ela me emprestasse seu cartão de credito para comprar a passagem pela internet e já marcamos de comer uma pizza em casa na noite anterior a viagem para nos despedirmos.

No outro dia durante a tarde, minha tia apareceu em casa e efetuamos a compra da passagem e saímos pelo centro da cidade a passeio. Tomamos um café juntos e depois voltei para casa e recolher todas as minhas roupas que estavam no varal. Também precisava arrumar todas as minhas coisas e separar todos os documentos que levaria a Santa Catarina.
Neste meio tempo, por volta das 20horas da noite, resolvi ir ao racha no vôlei com meus amigos chegando em casa por volta das 22:30.
Tomei um banho, comi e fui bisbilhotar meu facebook e responder alguns emails.

Comecei a fazer planos para o dia seguinte e não esquecer de nada para a viagem e quando fui olhar o email de confirmacao da passagem para Santa Catarina, eu tomei um baita susto e não sabia o que fazer. Olhei atentamente novamente e realmente, eu ví que fiz uma baita cagada na compra da passagem.
Na empolgacao e pressa de fazer tudo, não notei que comprei a passagem para a data que planejei; Meu embarque obrigatoriamente deveria ser na manha do dia 07.

Pensei comigo: "FODEU DE VEZ!" (...)

domingo, 6 de outubro de 2013

Sem pressa de ser feliz...

Tive o sono dos deuses naquele dia. Mal consegui dormir nas 2 noites que antecederam minha chegada. Antes de me deitar para dormir na casa de meus pais, minha mãe e meu pai bateram na porta do quarto e vieram me dizer: "Que bom que você voltou pra casa, filho. Foi o melhor dia do ano pra nós! Boa noite e durma com Deus, nós te amamos!"

Acordei no outro dia e meus pais estavam no trabalho, mas deixaram uma mesa de café da manha com tudo o que eu gosto. Quando chegou meio-dia, voltaram mais cedo do trabalho e passamos o dia conversando e desempacotando minhas malas, e entregando as lembrancinhas que comprei.
Tratei também de organizar todos os documentos necessários para renovar a minha CNH que havia vencido no ano passado.

Durante a noite, apareci de surpresa no meio do treino de volei dos meus colegas. A surpresa foi geral e assim como na minha família, deu pra notar muito bem aqueles que simplesmente sentiram realmente minha falta e quem nem ao menos havia notado minha ausência. Conversamos bastante e fizemos um "racha" pra relembrar dos tempos dos jogos.

No outro dia pela manha, eu e meu pai fomos ao poupatempo na cidade vizinha para que eu renovasse minha CNH e quando retornei com os papéis, entreguei ao meu pai com o dinheiro para ele pagar enquanto eu tirava a foto. Nem isso ele me deixou pagar! Achei meu dinheiro dentro da mochila na volta pra casa... eles queriam me deixar super a vontade na minha volta.

Visitas e mais visitas aos queridos da minha cidade, até que finalmente, encontrei todos que queria, podendo assim pensar no que eu iria fazer da minha vida a partir daquele dia.

Eu estava muito feliz com a volta, mas as semanas foram se passando e eu não estava mais me
sentindo bem ao estar dentro da casa de meus pais, a pesar de todo o esforco que eles faziam para que eu me sentisse o mais confortável possível. Não era nada com eles, mas sim comigo.
Creio eu que uma vez que você acaba saindo de casa pra valer, nunca mais você se sente o mesmo lá dentro. A saudade de Dublin estava me corrompendo o peito, sentia muita saudade de ver as pessoas na rua, o inglês diário, aquela rotina de ir trabalhar e observar tudo e a todos, a facilidade com que eu me adaptei a rotina no exterior... estava ficando angustiado demais.

Foi quando entrei em contato novamente com meus amigos que fiz por lá onde eles já estavam no Brasil. Recebi uma proposta tentadora. Já havia recebido antes, mas não havia pensado muito bem sobre. Eles são da cidade de Belém do Pará e estavam estudando em Santa Catarina. Me falaram sobre o lugar, as pessoas, o trabalho e fiquei muito atentado a conhecer e ver qual era o clima do lugar, se conseguiria me adaptar por lá, então comecei a pensar bem nesta possibilidade.

O aniversário de meu pai estava se aproximando e de alguns outros parentes e amigos também... eu não poderia passar estas datas longe deles desta vez e pelas minhas contas, teria de esperar cerca de 2 meses para poder finalmente viajar para o sul do Brasil.
Me empolguei com a idéia e já planejei tudo muito bem. Conversei muito com meus pais sobre eu me mudar novamente e a princípio não gostaram muito da idéia, mesmo me apoiando 100% na minha escolha. Usei de bons argumentos para conversar com eles diariamente e acabaram entendendo minha escolha de sair de casa e até ficaram felizes com a idéia de ir nas férias me visitar em outro estado, já que morando no exterior a possibilidade de uma visita deles era ZERO.

Confirmei minha ida aos meus amigos e estabeleci um certo período para ir: Entre as 2 primeiras semanas de agosto, estaria me mudando pra lá.

Grande abraco,
Du Paiva.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Surprise Brazil, I'm back!...

Brasil, to de volta!

Praticamente 4 meses após minha volta ao Brasil, finalmente minha vida começa a entrar no eixos.
A chegada não poderia ter sido melhor... Chegar de surpresa, foi a melhor idéia que eu poderia ter.
Um mês antes da volta, conversei com uma tia minha para ela planejar algo para reunir a família e alguns amigos mais chegados para a surpresa.
Ela, não sabia qual seria a desculpa para tal, mas ela planejou muito bem, rs!

Meu último mês em Dublin sou sublime... não chorei, simplesmente sai de lá com quase 100% de felicidade de que fiz tudo o que pude para realizar tudo o que queria... Me despedi de todos os grandes amigos que fiz, arrumei minhas malas e no dia 11 de Junho pela manha, sai de casa rumo ao aeroporto. Praticamente o dia todo viajando, com uma escala de longas e tensas 08 horas em Zurique.

Entrei no avião rumo a SP e ás 7 horas da manha do dia 12 de Junho, cá estava eu, ligando para minha tia de Guarulhos para me esperar em minha cidade e me buscar na rodoviária. Ela achou melhor me pegar na cidade vizinha, pois alguém poderia me ver na minha cidade.

Cheguei de ônibus e aquela sensacao de ver quem você ama após um longo período é indescritível!

Chegamos em sua casa e lá me esperava uma mesa gigantesca de café da manha para repor as energias. Enquanto me deliciava em comer um simples pão de sal (pão francês, cacetinho, pão d'água e etc...), ela me contava que havia dito a todos que poderia estar grávida e que anunciaria com um exame em mãos naquela noite... durante todo o dia, ela recebeu milhões de ligacoes e mensagens de todos querendo saber o resultado... mal sabiam a surpresa que os aguardava.

Naquele mesmo dia, minha mãe iria passar por uma cirurgia no olho esquerdo, então, foi a primeira a me ver, antes da reunião. Minha tia foi busca-la em casa e trouxe ela com minha sobrinha para sua casa, enquanto eu as aguardava no quarto.

Primeiro, minha sobrinha foi ao quarto e quando ela me viu, entrou em choque, não sabia o que falar, o que fazer... simplesmente pedi um abraco e ela saiu correndo e me deu um grande abraco e um beijo. Estava morrendo de saudades daquele pingo de gente!
Falei para ela: "- Vamos dar um susto na vovó? Vai lá e fala pra ela, Adivinha quem tá aqui na casa da madrinha?", então, ela saiu correndo pra sala e gritou: "Vovó, o tio tá aqui!" kkkkkkkkkk

Minha mãe: "Que tio o que menina? Do que esta falando?", foi quando neste momento, fui até a sala onde ela estava e ela também entrou em choque e começou a chorar.
"Filho, o que está fazendo aqui? Que saudades, achei que não iria te ver mais!", ela não desgrudou de mim por 1 segundo sequer e conversamos por longas 2 horas, até que a acompanhei ao hospital e fiquei durante o tempo todo com ela lá, aguardando sua saída.

Voltamos para a casa de minha tia, onde não havia chego ninguém, então, me preparei.

A cada pessoa que chegava, iam direto perguntar o resultado do exame para minha tia e eu simplesmente chegava por trás e fazia o comentário: "É mesmo! Diga logo que até eu estou curioso!"

Tive imensas surpresas neste dia. Muita gente simplesmente veio me cumprimentar, mas era como se eu nunca houvesse saído dali e sempre estivesse com eles, outros tive a imensa surpresa de ver o quanto sentiram minha falta, o choro no meu ombro e a cara de felicidade, não davam pra esconder sua felicidade ou sua cara de que tudo estava como sempre foi...

Você se surpreende de verdade e percebe quem realmente gosta muito de ti, nestas horas.

Minha irma quando me viu, chorava e berrava compulsivamente em meus bracos e meu pai, ficou com os olhos marejados e mal conseguia falar.  Segundo minha tia, meu pai estava muito triste, pois ele não queria que eu tivesse saído do país e aguardava ansiosamente pela minha volta. Percebi pelo seu olhar quando conversávamos pelo Skype que ele não estava feliz com isso, ainda mais quando omiti, que ficaria por lá mais 1 ano.

Meus amigos, riam sem parar, choravam e não sabiam o que me falar a não ser: "-Como eu senti tua falta por aqui!"

Diferente da despedida onde todos estavam felizes por mim e eu chorava sem parar, desta vez as pessoas choravam (ou não) em me ver e eu simplesmente caia na gargalhada! Foi simples e emocionante.

Bem galera, me desculpe por estes quase 4 meses sem notícias, mas voltei, estou bem, me mudei novamente e logo mais vou contando o que vai acontecendo por aqui. Tenho coisas demais para contar... Senti falta de todos e espero que tenham sentido a minha também, rs.

Um grande salve a todos e,
I'm back people!

Du Paiva.

sábado, 8 de junho de 2013

C ya later...

Galera, como já devem ter percebido, o blog está meio parado.
Estou resolvendo todas as minhas situações aqui com o governo irlandês, fechando contas, fazendo compras, fechando malas e etc...
Dia 11 de junho, ás 11:40 da manha (07:40 horário do Brasil), estarei indo a Zurique e ficarei 08 horas lá de escala e depois irei direto pra Guarulhos com desembarque ás 06:00 horas da manha.

Vejo vocês em breve galera!
Até semana que vem!

Grande abraços a todos,
Eduardo Paiva.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Karma, O Retorno... (Parte I)

Planos não foram feitos para funcionarem comigo, já estou chegando a esta conclusão! Sem generalizar que nada funciona comigo, mas é sempre assim, se eu planejo muito, não funciona. O acaso anda de braços dados a mim, nos damos bem mais.

Quando os planos eram de viajar pro exterior, eu não queria conhecer ninguém. Falava nome, endereço, telefone, CPF errados. Fazia questão de não me apegar a ninguém e meses antes de vim, o plano falha e me vejo apaixonado. Conclusão: Engatei um namoro, vim e me ferrei!

Quando ainda estava em dúvidas se ficaria em Dublin ou voltaria ao Brasil, simplesmente as coisas começam a me favorecer e tudo indicava a uma renovação do visto. Começou a "chover na minha horta!", ofertas de emprego batendo em minha porta, verão chegando e tudo mais... Ok, decidi voltar! Brasil que me aguarde, pois mudanças estão a caminho.
Então, tenho de aproveitar muito meus últimos dias aqui na terra verde e curtir muito, pois sei que este lugar vai me fazer uma falta enorme. Foi então que na segunda-feira desta semana, meu cérebro deu um sinal de alerta...

Estava eu, tomando uma boa xícara de café acompanhada de um cigarro, durante a manhã na mesa da sala de casa. Lia as notícias do Brasil, verificava alguns e-mails, respondia mensagens no Facebook e deixei aberto a página de um site para conhecer pessoas que costumo visitar por aqui. De repente, recebo um alerta que alguém entrou em contato através deste site.
Abri a mensagem e me veio um sorriso de orelha a orelha. Um cara que eu sempre via as fotos dele neste site, em que eu nunca tive coragem de mandar uma mensagem sequer, estava me dando bom dia!

Eu já sabia que ele era brasileiro, mas como ele puxou papo em inglês, continuei a conversa e assim, ficamos cerca de 40 minutos trocando mensagens. Um papo bom, simpático e um sorriso encantador!
Ele queria me conhecer, o que é raro por aqui. Normalmente já perguntam o que você curte e se pode receber na sua casa para o famoso Sexo Sem Compromisso. Pensei: "Por que não?"
Então, perguntei onde ele gostaria de ir e lhe dei 2 opções:
Pantibar: Um Pub gay famoso da região.
Tea Garden: Uma casa de chá maravilhosa, com um excelente ambiente.

Ele ainda em dúvidas, perguntei se queria beber cerveja ou chá e sua resposta foi imediata: Cerveja!

Cheguei e o esperei na porta do pub por cerca de 10 minutos e então, o vejo chegando. Me pareceu
um pouco mais baixo do que achei que fosse por fotos e tão lindo quanto nas fotos.
Entramos, sentamos em uma mesa mais para ao fundo do pub e fui buscar uma jarra de cerveja. Batemos papo por cerca de 1 hora e inclusive, descobri que ele mora a cerca de 2 horas de carro da cidade que estou voltando ao Brasil. Como ele não havia me dado alguma brecha para beijá-lo, pensei em uma estratégia e botei em prática. Um senhor, aparentando 60 anos estava sentado sozinho no balcão e me olhava descaradamente. Disse ao cara o que estava acontecendo e disse:
"Olhe aquele senhor no balcão! Ele não para de me olhar, será que não percebeu que estou acompanhado?" - então, o envolvi com apenas um braço, e ele repousou sua cabeça em meu ombro.
Conversamos por mais alguns poucos minutos com ele me olhando nos olhos, encarando minha boca e com a respiração um pouco alterada. Quando percebi, já estávamos nos beijando.

Ficamos ali por cerca de mais 2 horas entre beijos, copos de cerveja e sorrisos de que aquilo estava muito bom! Ele beijava com vontade e literalmente nos entregamos ao momento. Até um certo momento onde reparei que na mesa a nossa frente, estava um casal de asiáticos onde nos olhavam muito e cochichavam e sem perceberem que eu via toda a cena, o rapaz me tira o celular do bolso e começa a apontar para nós, discretamente.
Parei por um momento e disse ao cara que o casal a nossa frente estavam filmando/batendo fotos de nós dois. Estava levantando para tirar satisfação, mas o cara não me deixou e pediu para sairmos dali e irmos a outro lugar.

Fomos a uma boate ali por perto e ficamos sentados em uma mesa dos fundos, aproveitando novamente de onde havíamos parado. Ele é extremamente carinhoso, beija muito bem, um sorriso mega encantador, cheiroso, bonito, simpático, charmoso... cheio de qualidades que eu admiro!
Quando o relógio marcou 01:30 da madrugada, resolvemos voltar pois ele precisava ir a escola no outro dia pela manhã. Como eu morava próximo a ele, o deixei na porta de sua casa e voltei a minha.
Ficamos por mais cerca de 30 minutos trocando mensagens por Whatsapp e então, marcarmos algo para o outro dia...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A libertação da dor de uma saudade...

*** Tradução no fim do texto.
Agonia, horas sem dormir, dor de cabeça, confusão, saudade... Duas semanas inteiras de puro nervosismo e confusão, sem rumo certo pra falar a verdade.
Renovar o visto e ficar, aprimorar mais ainda meu inglês, viver o sonho de morar fora, conhecer novas pessoas, uma vida "sem rumo" como sempre desejei ou voltar ao Brasil, matar a saudade de amigos e familiares que sempre me apoiaram em todas as minhas decisões, ver minha sobrinha, grande amor da minha vida crescer, estar preparado e perto das pessoas que são as mais importantes na minha vida e voltar a aquela rotina que sempre tive?

Não sei! ... aliás, não sabia até 1 horas atrás!

Eu tinha de decidir até hoje, na sexta-feira se pagaria pelo meu visto ou se compraria minha passagem de volta. Indeciso, sem saber o que fazer e com possibilidades para ambas escolhas, durante o café da manha com meu flatmate italiano, contei sobre minha situação e que não sabia o que fazer. Ele me falou sobre seu ponto de vista e eu ainda extremamente confuso.
Foi então que ele me disse uma coisa e eu atentamente escutei:

"Algumas pessoas acreditam muito em sorte e tomam importantes decisões através dela, pelo acaso, forçando uma escolha! Já tentou usar a sorte na moeda? Muitas pessoas acham a ideia bem válida e tomam importantes decisões através dela... Tente, tenho certeza que você vai tomar a decisão correta jogando a moeda!"

Levei aquilo a sério, e com uma moeda de 1 centavo, decidi que Cara, seria o meu retorno ao Brasil e Coroa, seria minha permanência na Irlanda.
Então respirei fundo, fechei os olhos e limpei minha mente por alguns segundos e quando abri, joguei a moeda. Sabe aquelas cenas de filme que tudo fica em câmera lenta? Foi exatamente assim que me senti no exato momento em que a moeda ia de encontro ao teto e voltou a minha mão!

O italiano viu a cena toda, assistiu tudo calado e então, quando havia se passado 2 minutos com a moeda na mão e ainda não tinha visto o resultado, ele perguntou se eu não queria saber do resultado.
Respirei fundo novamente e abri... Deu Irlanda! A sorte decidiu que eu ficasse mais algum tempo por aqui!

Ainda olhando o resultado da moeda e sem dizer uma palavra sequer, olhei a tela do meu computador em minha frente onde mostrava a página do site de compra de passagens aéreas, olhei meu cartão do banco que estava ao lado do computador, respirei fundo e disse ao italiano:

"Cara, não é isso que eu quero! Quando eu abri minha mão e vi que o resultado deu Irlanda, eu me decepcionei, não fiquei feliz com o resultado da moeda! Abri a mão e esperei ver o resultado para o Brasil, mas não veio! Foi tudo muito bom, tive momentos ruins aqui, momentos felizes, um ano pra nunca mais se esquecer, mas meu lugar não é aqui! Eu vou voltar!"

Trinta minutos depois, recebo o e-mail de confirmação da companhia aérea, confirmando minha volta!

Quarta-feira, dia 12 de Junho ás 06 horas da manhã, estarei eu desembarcando em Guarulhos, indo direto a casa de minha tia em minha cidade, onde me reunirei novamente com todos os meus amigos e familiares para uma festa, onde ninguém além desta minha tia, sabe estarei por lá!

Um IMENSO obrigado a todas as conversas que tive com meus queridos Dr Foxx e minha querida Margot, que me aguentaram nessa minha difícil semana!

***" Quando você se vê diante de 2 escolhas, apenas jogue uma moeda!
Funciona não porque resolve o problema para você, mas porque naquele breve momento em que a moeda está no ar, você simplesmente sabe qual resultado quer. "

Grande abraço a todos,
Du Paiva.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desta água eu não bebo... ( Final )

Eu estava me sentindo muito bem e não me arrependi em momento algum de ter transado com os 2 caras. No outro dia bati um papo com o carioca pelo Facebook e nada mais e também pensei em mandar uma mensagem para o cara da internet, querendo saber como ele estava, se ficou tudo bem com ele, mas acabei desistindo.
No outro dia, acordei cedo, fui a academia, fui resolver uns problemas com o banco da Irlanda, fui ao cinema e voltei para casa somente ás 8 da noite. Quando coloquei os pés dentro de casa, meu celular recebe um Whatsapp do cara da internet: "Bora Trepar? rs"

Comecei a rir sozinho e nos falamos um pouco antes de marcarmos qualquer coisa, então mandei uma mensagem ao meu flatmate perguntando a que horas ele chegaria em casa. Ele me respondeu dizendo que estava na casa de uns amigos e que depois iria ao cinema com o namorado. Então, marquei com o cara da internet aqui em casa em 1 hora.
Dei uma ajeitada no quarto e fiquei esperando até que ele chegasse e 45 minutos depois ele toca o interfone. Ele perguntou do carioca, mas como eu não havia falado com ele naquele dia e ele não estava online, disse que não sabia dele e o cara achou melhor, pois podíamos aproveitar mais só nós dois.

Descemos para meu quarto e conversamos por uns minutos, enquanto ele terminava sua taça de vinho. Começamos a nos beijar, se acariciar e vagarosamente, começamos a descobrir o corpo um do outro. Ficamos ali por cerca de 1 hora e após o sexo, ficamos completamente exaustos e nos deitamos por alguns minutos.
Começamos a conversar mais e ele contou um pouco sobre sua vida, seu trabalho, sua família... Me
contou sobre o relacionamento que tem no Brasil, o que o mantém preso a aquela situação e então, ele pegou seu celular e disse que iria apagar meu número, as mensagens para não correr o risco de acontecer novamente, pois ele ficou com a consciência muito pesada a última vez e desta vez, tinha certeza que seria muito pior. Ele me pareceu verdadeiro em seus argumentos e não disse nada, apenas que ele podia fazer como fosse melhor para ele.

Antes dele voltar para casa, acabamos transando novamente e então, depois de um pouco mais de conversa, ele se despediu de mim e voltou para casa.

Ele me disse muita coisa boa durante nossa conversa e me senti muito bem junto a ele, não somente na parte do sexo, mas quando ficamos juntos ali, apenas conversando. E tenho de confessar de que ele foi de longe, o melhor sexo da minha vida.
Quando ficamos ele, o carioca e eu, foi muito bom, mas é uma situação completamente diferente de quando é somente duas pessoas.
Infelizmente, não posso mais ficar pensando nisso e apenas recordar o quão bom, foi ter ficado com ele neste dia, mas infelizmente não irá mais acontecer! (ou estou enganado... ?)

Grande abraço a todos,
Du Paiva.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Desta água eu não bebo... ( parte II )

Saí correndo e fui dar uma ajeitada no quarto enquanto esperava pelos caras.
A cada minuto que passava, ficava mais nervoso com a situação e sinceramente, não sabia como agir na hora, o que falar... nada! Chegou um momento em que eu peguei o celular e cheguei a digitar uma mensagem para ambos dizendo que havia acontecido algo em casa e que não rolaria, mas a curiosidade acabou sendo bem maior.

Meu telefone toca e era um número que eu não reconhecia, era o cara que havia conhecido naquela manha. Ele tocou o interfone e fui abrir o portão para ele. Ele era bem mais bonito pessoalmente do que pelo computador. Uma conversa boa, cheiroso, alto, bem fortinho com uma barriguinha de cerveja. Barba por fazer e o cabelo claro um pouco bagunçado pelo vento e a chuva que estava do lado de fora e um típico sotaque mineiro.
Quando ele entrou em casa, mandei uma mensagem ao carioca dizendo que ele estava aqui já, então, 5 minutos depois o carioca toca o interfone e novamente, fui abrir o portão.

Conversamos os 3 aqui na sala de casa por cerca de 10 minutos, então levei os 2 para meu quarto.
As coisas fluíram naturalmente por lá e todo aquele nervosismo que eu sentia antes deles chegarem, passou bem rápido. A curiosidade e o tesão pela situação tomou conta de mim naquele momento e por longas 2 horas, ficamos ali os 3, em uma cama de solteiro.
Fomos devagar, descobrindo cuidadosamente o corpo de cada um, sentindo os beijos e as carícias, notando o que cada um gostava naquela situação a três, onde algumas vezes fiquei um pouco confuso e como agir. Mas a coisa vai, sem você notar, flui naturalmente!

Após o sexo, ficamos ali na cama conversando por alguns minutos, quando escutei o barulho da porta da sala, e logo em seguida, a voz de meu flatmate com seu namorado. Rapidamente peguei meu celular e mandei uma mensagem a ele, alertando da situação.

Ele me respondeu logo em seguida e disse para eu relaxar e aproveitar pois ainda iria fazer um jantar com seu namorado.
Conversamos por mais algum tempo por ali e contamos um pouco sobre a vida de cada um, quando o telefone do cara toca e era uma mensagem do Brasil. A pessoa com quem ele tem compromisso por la, estava mandando recados para ele entrar no Skype, para terem a conversa diária.

Nos vestimos, nos despedimos ali no quarto e fui acompanhá-los até o lado de fora.

Toda a curiosidade que tinha sobre sexo a 3, foi saciada e eu que sempre achei que nunca seria capaz de um ato assim, foi mais fácil do que consegui imaginar. Quem sabe, depois de ter saciado esse fetiche que sempre pensei que nunca iria realizar, não por falta de oportunidade mas de coragem mesmo, eu não vá tentar outros fetiches (tais quais ainda não consigo pensar em um, rs).

Grande abraço a todos,
Eduardo Paiva.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Desta água eu não bebo... ( parte I )

A amizade colorida com o carioca marrento, tem ido de vento em popa.
Temos nos falado bastante pelo facebook, batemos altos papos, marcamos de ir pra balada juntos, voltamos juntos (quase todas as vezes)... O que aconteceu da última vez que relatei aqui no blog, já foi esquecido e nem tocamos mais no assunto, como se não tivesse acontecido. Só não conseguimos nos ver bastante durante a semana, porque vou a academia, tenho de ir trabalhar e nossos horários não se conciliam. A amizade colorida ta bacana da forma que está. Ele não quer um relacionamento sério e muito menos eu... ainda quero aproveitar muito essa vida de solteiro em terras estrangeiras.

Neste último sábado marcamos de ir a balada juntos, então o chamei pra vim aqui em casa pra beber antes de irmos. Bebemos, conversamos e então fui ao quarto pegar minha toalha e tomar um banho antes de sair, então ele acabou ficando lá usando meu computador. Saí do banheiro e fui trocar de roupa e mais uma vez, antes de me arrumar pra balada, acabamos transando.
Fomos juntos e encontramos alguns amigos, ficamos bebendo um pouco e conversando. Ele acabou encontrando alguns amigos e eu outros. Nos separávamos e nos encontrávamos.

A balada não estava muito boa naquele dia, então, fui de encontro a ele e disse que iria embora, pois aquele lugar estava muito ruim. Ele decidiu ficar com os amigos, então, no caminho de casa eu recebo um Whatsapp de minha flatmate dizendo que estava bêbada e estava com 2 caras da marinha da Inglaterra e que ela iria pra casa. Após o ataque de risos, disse a ela pra ir e que se ela precisasse de ajuda, estava lá.
Ela chegou e ficamos conversando todos. Muito simpáticos, um inglês que parecia música para meus ouvidos (adoro sotaque britânico) e de repente o clima começou a esquentar. Todos bêbados e falando merda, então um deles queria transar com minha flatmate e o outro queria assistir. Eu, obviamente não permiti que isso acontecesse, até porque, ela não estava afim daquela situação.
Após ele insistir muito na ideia, eu disse a ele que estaria OK toda aquela situação, caso ele me assistisse transando com um amigo. Obviamente que não faria isso, mas para pesar um pouco na consciência dele, liguei para o carioca e contei de toda a situação e como ele estava a caminho de sua casa, acabou chegando aqui em casa. Conversamos mais, rimos mas acabou dando em nada e os caras e o carioca foram embora.

No outro dia, conversei novamente com o carioca e ele puxou um assunto em que havíamos conversado antes na cama: Trepar a 3.
Disse que provavelmente não conseguiria, achava que não daria certo e que não rolaria nada. O domingo conspirou para que tudo encaminhasse para tal atividade.
Conheci um brasileiro muito bonito e simpático que mora aqui em Dublin. Conversamos a manha toda e ele querendo sair comigo a todo custo. Disse que tinha namorada no Brasil e que depois que estava namorando com ela, não havia saído com mais ninguém. Com toda aquela empolgação, mantive contato com ele durante toda a manha e durante a tarde, o carioca começa a conversar comigo e contei sobre o que estava acontecendo.

Fim das contas? Acabei mandando mensagem ao meu roomate perguntando a que horas voltaria, e como ele estava em um bar e depois iria ao cinema, tínhamos tempo de sobra, então acabei marcando de encontrar com os 2 aqui em casa por volta das 20 horas...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O carioca marrento...

Depois de todo aquele episódio com o carioca marrento, fiquei todo motivado pra voltar a academia e fazer o carioca engolir cada palavra que disse a minha pessoa naquele dia...
Ele foi viajar por algumas semanas com sua amiga e eu voltei de vez para a academia.
Já comecei pegando pesado nas primeiras semanas, ficando extremamente indisposto para fazer qualquer outra coisa. Dores no corpo inteiro por estar desacostumado com o ritmo da academia, dormia muito mal e não conseguia trabalhar muito bem, pois não aguentava levantar os braços, me abaixar, carregar coisas um pouco pesadas e etc... Minhas duas primeiras semanas foram um inferno.

Após meu corpo ter se acostumado, comecei a pegar mais pesado ainda, correr mais, pedalar mais e como meu metabolismo é bem rápido, perdi bastante peso nestas 2 semanas.
Notei pouca diferença no corpo pra falar a verdade, mas estou me sentindo bem melhor e mais disposto. Ainda tenho meus suplementos e estou conciliando tudo com a malhação.

Quando o carioca marrento voltou, começamos  conversar pelo facebook. Ele me contou sobre sua viagem, contei como foram as coisas por aqui, pois o clima melhorou muito por aqui!
Sol, um pouco de vento, temperaturas chegando a agradáveis 13º graus durante o dia fazendo a cidade toda ficar lotada de gente nas ruas, aproveitando o bom clima. Verão chegando!

Mas enfim... marcamos de nos ver na noite desta quinta-feira passada, mas em cima da hora, ele disse que não podia sair, que tinha outras coisas pra fazer e gostaria de me ver mais de madrugada. Apenas rí e disse que não seria possível, pois iria sair. Na verdade eu não iria, mas como eu já estava todo arrumado, decidi curtir a noite de Dublin em uma boate.
Fui sozinho e fiquei sozinho a noite toda. Aproveitei pra beber um pouco e ver as pessoas ao redor.
Acabei fazendo amizade com uma irlandesa louca que estava extremamente bêbada e que acabou dormindo no meu colo, rs. O segurança ia me expulsar por deixar minha "amiga" dormir bêbada ali no meio da balada. Mas após explicar  que não conhecia ela e que estava sozinho ali, ele retirou a irlandesa e continuei ali sozinho aproveitando minha bebida e vendo o movimento das pessoas.

No outro dia, o carioca se desculpou através do facebook e disse que iria viajar pra cidade vizinha
com seu amigo da Rússia que havia acabado de chegar na cidade, para aproveitar o fim de semana.
Bem, eu acabei ficando por aqui mesmo e fui em um jantar na casa de uma grande amiga, pois os pais dela estavam na cidade e seria o último dia deles por aqui.
Como sempre, me diverti demais com eles e acabamos a noite em uma boate onde dançamos a noite toda.

Quando foi segunda-feira pela manhã, decidi tirar um dia de folga da academia e acabei conversando com o carioca. Marcamos de nos ver aquela manha, já que eu estava sozinho em casa e todos foram trabalhar.
Ficamos no meu quarto cerca de 1 hora juntos naquele dia e 2 situações bem constrangedoras acabaram acontecendo. Uma aconteceu comigo e outra com ele, após o sexo.
Ficamos ali cerca de 20 minutos conversando pelados na cama, cada um em seu canto, mas ninguém tocou no assunto. Nos despedimos e levei ele até a porta de casa.

Fui até o facebook e mandei uma mensagem pra ele, pedindo desculpas pelo ocorrido e ele disse que não havia se importado e também me pediu desculpas pelo acontecido, que estava bem constrangido. Ele também perguntou o que havia acontecido comigo, pois eu havia emagrecido e já estava diferente.
Também não me importei muito, mas acabou ficando uma situação bem chata entre a gente.
Nossas conversas no facebook que ocorriam sempre, caíram para ZERO!

No outro dia, ele estava online e tentei quebrar o gelo, enviando para ele 3 vagas de emprego que eu tinha visto na rua de onde eu trabalho. Como é um pouco afastado do centro e muita gente não vai até lá, disse para ele tentar pois seria mais fácil. Do nada ele acabou ficando offline, me respondendo somente no outro dia. Disse que não tinha visto a mensagem na hora e viu somente no outro dia pela manhã. Bem, acreditar eu não acreditei, mas deixei pra lá... Acho melhor as coisas continuarem da forma que estão, cada um em seu canto.

Grande abraço a todos,
Du Paiva.